Esse post é dedicado a todos que acham que a vida é uma merda. Vou confessar que também acho que a vida seja mesmo uma merda. Eu estava ouvindo Carmina Burana, sempre tive um especial apreço à essa cantata, mas nunca realmente parei pra pensar a seu respeito.
“Carmina Burana” é uma expressão em latim e significa “Canções de (Benedikt)beuern”. Durante a secularização de 1803, um volume de cerca de 200 poemas e canções medievais foi encontrado na abadia de Benediktbeuern, na Baviera superior. Eram poemas dos monges e eruditos errantes — os goliardos —, em latim medieval; versos no médio alto alemão vernacular, e vestígios de frâncico. (...) Ele arranjou alguns dos poemas em um happening — em “canções seculares (não-religiosas) para solistas e coros, acompanhados de instrumentos e imagens mágicas”.
Esta cantata é emoldurada por um símbolo da Antigüidade — o conceito da roda da fortuna, eternamente girando, trazendo alternadamente boa e má sorte. É uma parábola da vida humana exposta a constante mudança. E assim o apelo em coral à Deusa da Fortuna (“O Fortuna, velut luna”) tanto introduz quanto conclui a obra, que se divide em três seções: O encontro do Homem com a Natureza, particularmente com o Natureza despertando na primavera (“Veris leta facies”), seu encontro com os dons da Natureza, culminando com o dom do vinho (“In taberna”); e seu encontro com o Amor (“Amor volat undique”).
fonte: wikipédia e http://www.nautilus.com.br/~ensjo/cb/ofortuna.html
Sors immanis (Sorte monstruosa )
et inanis, (e vã),
rota tu volubilis, (tu, roda a girar),
status malus, (a aflição )
vana salus (e o vão bem-estar)
semper dissolubilis, (sempre se dissolvem)
obumbrata (tenebrosa)
et velata (e velada )
michi quoque niteris, (atacas-me também);
nunc per ludum (agora por teu capricho)
dorsum nudum (costas nuas)
fero tui sceleris. (trago sob teu ataque.)
3. 3.
Sors salutis Sorte, (senhora do bem-estar)
et virtutis (e da virtude),
michi nunc contraria, (estás agora contra mim)
Não é para ser um post religioso, nem um post sobre a cantata. Então sobre o quê?
É sobre mudanças, meu caro.
Sobre o sobe e desce sem fim das coisas que aprendemos a ter como imutáveis. Nem quero oferecer liçãozinha de moral ou previsão a respeito de qualquer coisa. Quero apenas demonstrar um fato curioso a meu respeito: eu gosto de mudanças.
O nascimento, a maturidade e a morte são tão bem integradas nas pessoas que certas vezes elas se esquecem disso. Se esquecem que mudam o tempo todo, com todo mundo, e nem sempre é ruim ou fatal.
Pra que mudamos então? Crescimento espiritual ou hormônios de paciência na velhice?
Bem estar econômico ou status de arrogante?
Mudamos pela necessidade de mudar e nos adequar a novos meios ou o meio nos muda e nos tranforma em joguetes do destino?
hummm...
*Pausa para beber um copo de café*
Transforme isso em questões de Estado. Teremos as mesmas perguntas, mas com ênfases distintas. Afinal, somos todos pessoas. (Exceto o snoop dog que é um doberman mutante).
Sempre fui uma adepta a mudanças, sejam elas sociais, intelectuais, econômicas, musicais e até mesmo gastronômicas (desde que não custe os olhos da cara). Mas mudar significa ter tempo, paciência, dói, magoa e fere. Nem todos gostam disso. Entendo, mas não concordo.
Então, pra terminar esse devaneio de manhã chuvosa de sexta-feira: pra você que acha que a vida é uma merda...logo ela se tornará melzinho com leite. E em seguida uma puta diarréia novamente.
Portanto reclame menos, dilua minha dor de cabeça e pense nas minhocas: MINHOCA NÃO TEM PERNA E VAI PRA FRENTE!!
*fim para comer bolo de chocolate*
